O Bem só nos invade se deixamos a porta aberta a ele! Pense no Bem e Viva no Bem: Seja Feliz!

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Lançamento do Livro “Meu Amigo Astral” na Livraria Veredas em Volta Redonda- RJ

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22 de novembro de 2014

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A vontade da Alma

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            Quando a alma sente que um caminho é assertivo para a nossa jornada sentimos uma tremenda alegria por exercer qualquer função relacionada a esta caminhada.

         Quando sentimos na alma que algo é nosso ou para nós, não temos dúvidas.

         Quando a nossa alma desponta para um seguir vamos sem sentir o cansaço da caminhada.

Quando trabalhamos em algo com a nossa alma por inteira, e a nossa devoção é o nosso guia, então não sentimos pesar, nem cansaço, nem tremor, pois por mais que a carne demande de esforço e tenha necessidades materiais nossa alma nos dá força para seguir em frente.

E com imensa alegria continuamos sem pensar nas incertezas do futuro.

A alma é o nosso senso mais puro do que seja o caminho certo a seguir.

A alma é o nosso maior guia do que realizar para sermos felizes.

E a sua alma o que deseja? Já perguntou para ela hoje?

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Leia o novo livro de Raquel Freire “Meu Amigo Astral”

Book trailer:https://www.youtube.com/watch?v=VSeF4fzzVAQ

Para comprar o livro pela internet mande um e-mail para: falandocomraquel@hotmail.com

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Agenda da Parapsicóloga Raquel Freire:

22 de novembro de 2014 em Volta Redonda- RJ: “Sessão de autógrafos do Livro Meu Amigo Astral” na Livraria Veredas em Volta Redonda. Dia 22 de novembro, sábado, ás 19 horas. Local: Livraria Veredas no Pontual Shopping Rua 14, 350 – 2o. piso – Vila Santa Cecília Volta Redonda – RJ.

06 de dezembro de 2014 (sábado) em Maricá- RJ: Palestra com a Parapsicóloga Raquel Freire- Horário e local ainda indisponíveis no site.

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Face: Raquel Freire do Amaral

Canal no You Tube: https://www.youtube.com/channel/UC037txukcIkyCGSmBRvDChg

Twitter: @raquelfreire

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Vitrine da Loja Virtual:

http://www.lojavirtualraquelfreire.lojaintegrada.com.br

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Assessoria Raquel Freire:

assessoriaparapsicologaraquelfreire@gmail.com

Pedro: (24) 9.8824-9329(oi)/ 9.9298-0107(claro)

Book trailer do livro “Ninguém tem Culpa: Um caso de Regressão de Memória” de Raquel Freire

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Leia o novo livro de Raquel Freire “Meu Amigo Astral”

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22 de novembro de 2014 em Volta Redonda- RJ: “Sessão de autógrafos do Livro Meu Amigo Astral” na Livraria Veredas em Volta Redonda. Dia 22 de novembro, sábado, ás 19 horas. Local: Livraria Veredas no Pontual Shopping Rua 14, 350 – 2o. piso – Vila Santa Cecília Volta Redonda – RJ.

06 de dezembro de 2014 (sábado) em Maricá- RJ: Palestra com a Parapsicóloga Raquel Freire- Horário e local ainda indisponíveis no site.

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Mediunidade sem medo

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O que vou relatar agora faz parte da maioria da trajetória dos médiuns.

Fico observando muito o que sai na literatura espiritualista, nas entrevistas que realizam com muitos médiuns tanto brasileiros quanto estrangeiros, os filmes que tratam do assunto e fico admirada muitas das vezes que escapa os amores e dissabores quanto aos primórdios do aflorar da Mediunidade.

Ser médium para quem não sabe é ser um mediador entre o céu e a terra. Mediar significar interpelar a comunicação que se faz entre o plano astral e o plano material ou carnal. Assemelha-se ao papel de um tradutor de línguas.

Pode ser encarado com um dom para alguns ou um pesadelo para outros. Um presente digno de ser um elefante branco (que nada se faz com aquilo, sem utilidade para aquela pessoa) para uns ou um presente de grego (dito popular que adere a ideia ser um presente que lhe cause ao invés de alegria, transtornos) para outros. E para alguns outros também pode ser concebido como um grande e maravilhoso Dom.

Digo isso porque a Mediunidade vem para cada um das muitos milhares de forma. Uns trazem consigo uma mediunidade mansa, calma, tranquila, que vai chegando devagar. Outros médiuns tem contato com sua mediunidade de forma árdua, tortuosa, tendo que recorrer a diversas esferas religiosas, e em muitos casos sendo confundidos como doença mental, procura “tratar-se” com médicos e medicamentos psiquiátricos.

A Mediunidade é um acalento da loucura, mas o que difere o louco do médium, é que o médium nada na loucura, enquanto o louco afunda nela.

Digo isso porque as maiorias das pessoas ainda não pararam para ouvir o médium sem preconceitos. Na maioria das famílias, quando um filho apresenta certa mediunidade é então retido como o louco da casa, quando não subjugado não só em casa, bem como no convívio social externo.

Se não visto como loucura, em muitos casos os médiuns são vistos como deuses, como algo muito importante, e que na verdade não condiz nem com o que acima foi falado, nem com ser um pop star do astral.

Mediunidade é algo que não escolhemos, ela é uma característica de todo ser humano. Ser sensível, ter intuições todos podem ter. Mas alguns são mais exaltados com tais aspectos.

Antes de frequentar todo o “circuito religioso” eu também temia que somente eu que possuía medos a respeito da minha mediunidade. Meu sono era turbulento, sentia calafrios inexplicáveis, angustia temores sem motivo, enfim, ia do céu ao inferno todos os dias até entender que o que ocorria comigo não era nenhum transtorno, mas sim a dita cuja: MEDIUNIDADE.

Quando estudava os livros espiritualistas não via passagens dos médiuns dizendo as penosas que sofriam, pareciam todos transcorrerem muita naturalmente, como se assim tivessem nascido.

Ouvindo e conversando com médiuns fui percebendo que não era a única que já sofri com isso. Histórias bizarras e até mesmo engraçadas foram me relatadas.

Médiuns que tinham medo de espírito, médiuns que dormiam de porta fechada (do quarto), pois acreditavam que assim se protegeriam das presenças espirituais. Médiuns que só dormiam com a luz acessa, médiuns que tinham medo de cemitério, medo de igreja. Enfim! Eu já vi e ouvi muita coisa a respeito!

Pessoas que te falam informações incorretas. Pseudos sábios, pseudos intelectuais da espiritualidade, centros de espiritualidade tendo atitudes desumanas ou fajutas. Pseudo mães de santo, pseudos padres, pseudos espíritas. Cartomante dando uma de que eram videntes e confundindo protetor com obsessor, e por aí só o infinito pela infinidade de atrocidades que já pude vivenciar.

Vivi algo certa vez muito engraçado. Fui a uma cartomante, e ela dizia que era vidente. Disse ver ao meu lado um homem de preto todo de paletó preto e chapéu preto que me acompanhava. Era segundo ela um obsessor que estava tentando me afastar do meu namorado. Passei uma semana com isso martelando na minha cabeça, até que me lembrei de um dos meus protetores que se vestia assim.

Então não se assustem se você passar ou já passou por algo do que estou falando.

Aqueles que hoje estão lendo este post agora e que estão passando ou já passaram por algo parecido, sintam-se acolhidos por mim e por todos aqueles outros que já penaram até entender como lidar com esse nosso Dom.

Primeiro passo que me ajudou muito a entender o que acontecia era perguntar a pessoas que eu achava mais esclarecidas no assunto sobre as minhas dúvidas.

Outra fonte para o entendimento foi ler muito, e de tudo, não somente da ordem que eu participava, mas sim sobre todas as religiões, sobre tudo o que falasse sobre espiritualidade.

Técnicas de Relaxamento até hoje para mim são muito eficazes

E o principal: entender que o que dá certo para o outro, nem sempre dará para mim. Compreender que se até as digitais são distintas, nenhum ser humano é igual ao outro, portanto cada caminho percorrerá novos rumos, por mais que muitos sejam semelhantes.

Usando a lógica “vou pelo que dá certo para mim” foi o ponto central para não somente entender a minha Mediunidade, bem como para trabalhar com ela.

Trabalhar também é um fator fundamental para se ter uma mediunidade em dia e em paz: os espíritos que nos rodeiam sabendo que temos uma sensibilidade para nota-los desejam aproximar-se para dizerem suas mensagens, para nos ensinarem, enfim, seja qual for o trabalho, eles querem trabalhar! Trabalhe com eles. Pergunte a eles o que desejam de você. Assim entrando num acordo entre o astral e a terra, terá maior eficácia com a sua paz interior e a sua sabedoria de vida.

Quando estou muito inquieta, vou logo para o computador, e escrevo. Isso me faz um bem danado! Ás vezes nem sei qual será o assunto, mas vou escrevendo, sem pensar muito no que seja o texto ou algo do tipo. Isso já me acalma.

Procure um lugar que te faça bem e entenda as maneiras que a sua mediunidade vem se mostrando. Um lugar pode ser uma igreja, um centro espirita, um terreiro de umbanda, uma Ceita oriental. Enfim qualquer lugar que você na sua alma, lá dentro de você confie.

E por último e o mais importante: Centrar- se em si. Sempre que tiver alguma dúvida sobre quais caminhos levar pergunte a si, no fundo da sua alma. Respeite-se acima de tudo, e não deixe que desiludidos lhe tirem a paz. Vá atrás do que acredita e confie no seu senso interior, ele lhe guiará para o caminho certo, que é o seu caminho: singular por natureza.

Seja feliz!

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Em breve programa de rádio aqui na web. Enquanto não posto os novos programas vocês podem acessar os programas de rádio antigo no outro endereço:http://www.falandocomraquel.wordpress.com

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Leia também meu livro Meu Amigo Astral

Book trailer:https://www.youtube.com/watch?v=VSeF4fzzVAQ

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Agenda da Parapsicóloga Raquel Freire:

  • 08 de novembro de 2014 em Barra do Piraí- RJ: Workshop Vivencial (gratuito) com a Parapsicóloga Raquel Freire “QUERER É PODER E VOCÊ PODE!” dia 08/11/14 de 16 ás 17: 30h Local: ACEBP – Associação Comercial Empresarial de Barra do Piraí: Rua Moraes Barbosa, 56 – Centro (ao lado da Casa do Telefone)- Barra do Piraí. Informações com Pedro: (24) 9.8824-9329(oi)/ 9.9298-0107(claro) ou Cristina (24) 9.9967-6709
  • 22 de novembro de 2014 em Volta Redonda- RJ: “Sessão de autógrafos do Livro Meu Amigo Astral” na Livraria Veredas em Volta Redonda. Dia 22 de novembro, sábado, ás 19 horas. Local: Livraria Veredas no Pontual Shopping Rua 14, 350 – 2o. piso – Vila Santa Cecília Volta Redonda – RJ.

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O poder da água da Chuva na purificação energética

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As pessoas mais místicas, em muitas crenças, e em especial os Umbandistas aderem ao rito de banhar-se no período de fim de ano ou em cachoeiras ou em mar.

Isso porque creem que essas águas por serem de origem natural e sem interferência humana, ou seja, sem possuir cloro ou outros artifícios modernos de limpeza da contaminação.

Através dessas águas mais puras e mais naturais possuem o poder energético de descarregarem a matéria.

Sendo assim banhar-se em águas puras e limpas dá a sensação de maior tranquilidade e calmaria interior. Por isso tanto sono quando voltamos da praia, da cachoeira. Não só pela beleza natural ao redor que estas águas lideram, mas também pelo poder fitoterápico e espiritual que elas possuem.

Muitas pessoas tem acesso garantido quando moram perto ou das cachoeiras ou de alguma praia, mas quem não possui residência perto poderá utilizar-se da água da chuva para tomar um magnífico banho de descarrego.

Não necessariamente terá que jogar-se na chuva com roupa e tudo. Poderá em um dia de chuva deixar baldes enchendo. No outro dia ou assim que essas vasilhas estiverem recheadas da água, guarde-as em garrafas pet, fazendo assim um estoque de água de chuva.

Para tomar o banho com a agua da chuva, ou do mar ou da cachoeira que estejam dispostas em vasilhames ou engarrafadas, primeiro tome seu banho como de costume (com sabonete, etc.) e depois pegue a água e despeje sobre seu corpo sempre do pescoço para baixo.

Ao realizar esse tipo de ritual peça às forças da natureza pra que te guiem ao caminho do bem e também no caminho de suas realizações, além lógico, de pedir que descarregue seu corpo físico de quaisquer impurezas energéticas.

Após o banho da água purificada da chuva, não se enxágue novamente.

Recomenda-se não secar-se com a toalha, esperando então que a água do corpo enxugue naturalmente para o poder ser mais efetivo.

Essa é uma excelente dica para voltarmos a nos beneficiar de todos os prazeres naturais! Outra forma excelente com esse contato é a aproximação de animais de estimação. Eles têm o poder de renovar nossas energias interiores.

Até a próxima publicação!

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  • 08 de novembro de 2014 em Barra do Piraí- RJ: Workshop Vivencial (gratuito) com a Parapsicóloga Raquel Freire “QUERER É PODER E VOCÊ PODE!” dia 08/11/14 de 16 ás 17: 30h Local: ACEBP – Associação Comercial Empresarial de Barra do Piraí: Rua Moraes Barbosa, 56 – Centro (ao lado da Casa do Telefone)- Barra do Piraí. Informações com Pedro: (24) 9.8824-9329(oi)/ 9.9298-0107(claro) ou Cristina (24) 9.9967-6709
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Quem é o Amigo Astral

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O conceito de anjo da guarda vem sendo aferido há muito tempo em diversas crenças e religiões.

A palavra “anjo” é proveniente do grego “ângelus” que na tradução é “mensageiro” e vem sendo usada para nomear um protetor individual, pessoal que protege cada pessoa em diversas crenças.

No catolicismo o amigo astral vem sendo mostrado como “anjo da guarda” e é interligado à antiga oração pueril do “Santo anjo do senhor meu zeloso guardador, pois a ti me confiou e a piedade divina. Sempre me rege, me guarde, me governe e me ilumine.”. Oração essa que desde cedo se ensina às crianças a orar antes de dormir crendo que ao orar pedindo ao anjo sua proteção obtenha-se um sono bom, tranquilo e sem pesadelos.

Esse anjo da igreja católica se unindo às ideias esotéricas recebem diversas denominações, hierarquias e distintas nomeações, sendo assim classificados como Hahuiah, Assaliah, Haamiah, Gabriel, Miguel, entre outros nomes.

No espiritismo vemos a mesma conceituação do anjo da guarda vinda com uma nova roupagem sendo assim denominado de mentores espirituais.

Na Umbanda o nome vem sincretizado ao do catolicismo sendo também chamado de anjo da guarda. Nesta religião é muito importante o contato com o anjo da guarda, já que fala- se sempre “firmar-se o anjo da guarda” entre outros rituais.

Acredita-se que é através do fortalecimento do anjo guardião que mantem-se os contatos e a aproximação dos outros guias (os guias também são amigo astrais) que são nomeados pelas Kimbandas e Candomblés de “Orixás”, que são em resumo Deuses, e na prática, protetores e amigos astrais pessoais. (No capítulo XXVII “Nem anjos, nem demônios: como funciona o poder dos santos e dos anjos” do meu mais novo livro “Meu Amigo Astral” você encontra mais detalhes acerca do que estou explicitando neste post e todas essas coligações que venho fazendo entre uma religião e outra a fim de um melhor entendimento).

Gosto de ditar a Umbanda como o último exemplo de todas as religiões, pois vejo sendo a mais rica para interagirmos como funciona toda essa legião de informações acerca do assunto.

Diz-se na Umbanda sobre “a Falange dos Pretos-Velhos”, “a Falange do Caboclos”, a cultuação a “Oxóssi”, o culto à “Iemanjá” e assim por diante.

Pois bem, na Grécia, os Deuses também eram cultuados com arquétipos bem parecidos com a nossa Umbanda brasileira. Por exemplo, o senhor da guerra que no Brasil é São Jorge ou Ogum para os Umbandistas, na Mitologia Grega adere-se ao nome de Ares, senhor das guerras e das batalhas. Associa-se a simbologia da Sereia do Mar, Iemanjá ao arquétipo de Poseidon, sendo os dois governantes das águas. Ao Deus Zeus interliga-se a Xangô.

Mas a história não pára por aqui, e “astralmente” falando e sendo mais didática possível, o anjo da guarda, que é o protetor pessoal, o qual eu nomeio de Amigo Astral é o mesmo que o mentor, e é o mesmo que o anjo guardião, e o mesmo que são os guias, e o mesmo que são os orixás.

Esse anjo guardião, que é pessoal, ou seja, para cada pessoa existe um é na verdade um ser desencarnado, ou melhor, que está fora da carne material, está em outro plano, que é o plano astral.

Assim como na Terra fazemos amizades, também criamos vínculos com seres de outra esfera (astral). E essas amizades astrais na verdade já foram amizades do mesmo plano (na maioria das vezes, salvo algumas exceções). Este plano pode ser tanto na esfera terrena, interplanetária (pois não só existem seres do planeta Terra, pois poderá já ter vivido em outros lugares do cosmos, como é o caso dos Capelinos), e também astral. (vide capítulo “Como são escolhidos nossos amigos astrais” pág 55 cap. XI- Livro Meu Amigo Astral- FREIRE, Raquel, 2014).

Para todo esse assunto ficar mais claro digo como conheci o Tióspedes meu atual amigo astral, meu anjo pessoal. De várias vidas as quais fui sua amiga, o último encontro terreno que ele me permitiu lembrar foi essa vivência amiga fomos magos numa época Celta. Ele um Druida, e eu uma maga. Nós dois vivíamos em uma floresta alicerçando- nos através poderes das plantas, das ervas medicinais, e da natureza como um todo a fim de vivenciar o espiritual pela energia dessa grande força natural.

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Pintura: Dure

O culto à natureza era o nosso passaporte para o astral, e assim com diversos cultos vivíamos da magia como a nossa fonte de sabedoria vivencial naquele instante da nossa milenar existência (já que somos seres antigos, bem como a maioria dos seres que hoje também vive na terra e no astral. Pouquíssimos são as almas novatas).

Depois dessa encarnação juntos vivenciamos outra encarnação em que eu era cigana, ele também encarnado sendo meu pai.

Depois da encarnação como cigana entramos em um acordo já no período entrevidas (na esfera astral) que ele viria como meu mentor. E assim foi feito. Reencarnei, e ele manteve-se no plano astral me auxiliando e me guiando espiritualmente. Desencarnei (meu último desencarne não foi há muito tempo, em torno de 10 anos antes do meu nascimento atual).

Reencarnei novamente nessa nossa vida e atual existência, eu enquanto Raquel, e ele Tióspedes, como novamente meu mentor espiritual.

Dentro disso mantemos a ligação de passar na terra todos esses conhecimentos da esfera espiritual. Essa é a nossa missão juntos: ele lá no astral e ao mesmo tempo interagindo comigo aqui na Terra.

Mesmo ele sempre me guiando espiritualmente, eu não percebia sua presença. Comecei o contato com ele na chegada dos meus 22 anos, sendo sua aparição energética através das luzes cromáticas as quais forma me expostas na fase dos 25 anos de vida.

Desde então tentava entender o que era essas luzes. Luzes essas que muito magníficas se mostravam de um verde inebriante e jamais visto na terra (maiores especificações no capitulo I A Origem- Livro Meu Amigo Astral- FREIRE, Raquel, 2014).

Quando surgiam essas manifestações cromáticas, meu sentimento era de observação. Não sentia medo e nem outro sentimento, apenas me recorria à curiosidade do que seriam essas aparições.

Passei a agradecer toda vez que as luzes verdes apareciam, e comecei então a me comunicar tentando estabelecer um elo de confiança e amizade.

Como sempre minha pesquisa tanto literária quanto prática em centros religiosos não pára, fui convidada a uma festa de Oxóssi dentro da Umbanda (Oxóssi: guerreiro das matas, Orixá da caça protege quem se utiliza da natureza para a cura). Lá as luzes verdes se mostravam muito mais reluzentes e brilhantes. A constância da aparição nesse dia também foi maior. Logo entendi que essas luzes tratavam- se ser de algum ser pertencente à falange de Oxóssi.

“Falange” dentro da Umbanda, e na Quimbanda nada mais é que um grupo de seres espirituais que se manifestam a partir de uma mesma ordem energética. Por exemplo, na falange dos pretos-velhos, eles manifestam-se com o intuito de benzer as pessoas, dar conselhos tanto da matéria quanto espirituais, eles gostam também de acolher os filhos que vos buscam. Esse pretos-velhos vem manifestados nos médiuns como velhinhos, mas não necessariamente a alma dessas entidades são velhos e são negros.

Toda falange, ou seja, todo grupo dentro da umbanda tem a intenção de trazer uma mensagem própria e utilizar formas e artefatos daquele grupo em específico. Os pretos-velhos, os quais estou citando seu exemplo,  costumam utilizar muito o cachimbo, pois creem que através da fumaça do fumo podem descarregar a matéria de quem vai lhes pedir auxilio, e também, essa fumaça protege de influências negativas a matéria do médium que está incorporando ele. O fumo também proveniente da natureza realiza outros trabalhos energéticos como promovem o benzimento de objetos, e assim por diante.

Outro produto também muito utilizado por essa falange são os banhos de ervas que são receitados de acordo com a necessidade de cada pessoa que eles atendem. Hoje na modernidade vimos esse conhecimento antigo de utilizar plantas e ervas na cura física e espiritual na Fitoterapia através de chás, medicamentos, pomadas, banhos.

Os pretos-velhos diferente do que costumam pensar nem sempre foram escravos que viveram em outra época no brasil. Eles podem ter sido italianos, franceses, brancos, ou brasileiros de outras funções materiais em outras  existências.

A falange deles se utiliza de todas essas formas de manifestação para que relembre a humildade, a caridade, a benevolência, e a complacência e o amor ao próximo acima de tudo e em qualquer trabalho que eles utilizam, sejam em suas receitas medicinais naturais, seja em suas benzeduras, e seja também nos seus aconselhamentos de grande sabedoria.

Cada falange possui seus arquétipos, assim como a falange das crianças, que não necessariamente sejam espíritos infantis, mas sim remontam a alegria de viver, a brincadeira e a leveza com que devemos olhar a vida: com os olhos de uma criança alegre e curiosa perante todo o ensinamento de uma nova chance, que é a nova e atual encarnação. Estamos de passagem aqui para aprendermos algo sempre.

Oxóssi com sua força de guerreiro das matas vem nos relembrar nossa origem magnânima de utilizar da natureza todos os recursos necessários tanto para o bem material, quanto espiritual. Além de vir lembrar-nos o respeito e a veneração que devemos prestar aos animais, as plantas e em tudo que faz parte da natureza.

Voltando aquele dia do culto a Oxóssi em um terreiro de umbanda, em que Tióspedes na forma de luzes se mostrava a mim, comecei a mentalmente tentar comunicar-me. Perguntava a ele sua origem.

Quem era ele? O que desejava? Será que era um índio como costumam pensar que toda falange de Oxóssi os espíritos manifestantes nos médiuns tenham origem indígena (e se fosse assim acha índio hein?! E se todos os pretos- velhos fossem escravos, acha escravo de cabeça boa, apesar dos sofrimentos que sofreram aqui na terra!).

Nada dizia, nada me intuía, apenas em meu coração a certeza que o meu amigo astral, que ainda não sabia o seu nome, nem a sua imagem, não era índio coisa alguma.

Fui embora, dormi, e nessa mesma noite sonhei. Mas não sonhei com um índio! Sonhei um lindo mago “de milenar existência, a sua aparência denota tal antiguidade. Suas vestes equivalem a uma túnica amarrada na cintura cujas cores são nuances de marrons com verde musgo. Uma barba longa e alva, chegando à altura do peito, mostra sua senioridade e sabedoria. Seus cabelos são de um branco inconfundível, e longos, na altura do final do tronco. Em sua mão direita segura um cajado maior que sua estatura. O lugar de sua última estadia, e a imagem astral que mais gosta (adere), é desse grande sabedor das forças da natureza residente em uma casa singela em meio a uma floresta envolta de árvores frondosas, cheia de plantas, ervas e produtos naturais favoráveis à cura e ao bem estar psíquico e natural do ser humano, na cura da alma e do corpo. Todos os elementos concernentes a sua imagem mostra a inteligência e perspicácia adquirida nesses milênios de existência” (pag. 8 – Livro Meu Amigo Astral- FREIRE, Raquel, 2014).

No dia seguinte acordei agradecendo a ele a sua confiança em mim, em dizer sua origem, e como gostaria que o visse. A imagem astral que ele escolheu foi da encarnação que vivenciou na época Celta.

Dias seguidos foi me passando através de mensagens mentais a minha estadia juntamente a ele na numa época celta, que foi uma das minhas muitas encarnações. Minha era celta, e a partir dali meu mentor, meu maguinho favorito foi se comunicando e me ditando qual era a minha ligação com ele.

Aí caiu a ficha! Porque nos meus relaxamentos que eu amava escutar e conseguia relaxar ouvindo uma música celta e sempre na imagem que eu mais gostava de relaxar, era visualizar uma grande árvore e linda arvore milenar (de longos anos) frondosa, com raízes que se sobressaiam à terra onde estava plantada.

Depois desejei saber seu nome. E então descobri que os espíritos não ligam para nomes e nem tanto para apenas uma imagem. Afinal em diversas encarnações já tivemos variados nomes e formas.

Exemplo disso foi a outra forma que ele revelou já ter possuído em outra existência quando uma amiga minha médium pictógrafa o desenhou:

TIOSPEDES

Aprendendo isso com ele, pedi mesmo assim que me desse um nome simbólico para assim eu chama-lo. Fiz um relaxamento, abaixei minha frequência terrena, e me concentrei ao máximo. Ele disse como gostaria de ser chamado. Foi então que se declarou: Tióspedes.

Os amigos astrais utilizam as formas que mais nos afeiçoamos. Seus nomes são variados, e em muitos nomes que eles escolhem para chamá-los tem intrínseco um significado, seja da sua época, seja do significado que deseja passar para nossa alma, seja na nossa missão.

No caso do Tióspedes, não encontrei na Terra algum nome igual a esse. Mas um amigo meu que é professor de História disse que parece ser um nome Grego e “Tio” significa “acredita em Deus”. Segundo fontes do Google dois auxiliares de São Paulo (Paulo de Tarso) tiveram este nome, pois “Tio” pode também ser substituído por “tito”.

Varia tanto nome quanto imagem para cada amigo astral pessoal.

Se uma pessoa que é católica fervorosa deseja comunicar-se com seu amigo astral, seu protetor pessoal mostrar-se como um lindo anjo com enormes asas, assim bem como os católicos costumam representar os anjos da guarda. Ou se é muito devota de um santo católico em específico, por exemplo, Santa Rita de Cássia, ou Nossa Senhora Aparecida, assim o anjo pessoal se mostrará.

Se a pessoa for espírita, seu amigo astral, sabendo e entendendo toda a sua crença aparecerá em uma forma humana, costumeiramente vindo com roupas brancas.

Se a pessoa for Umbandista poderá apresentar- na forma daquele orixá que seu protegido melhor se afina.

Sendo praticante do candomblé mesma coisa, poderá vir na forma de um orixá do candomblé.

E a vida segue assim, e os amigos astrais se comunicando de acordo com a mentalidade de quem eles protegem.

Agora, indo mais a fundo nesse tema quero falar de como entra a questão do anjo da guarda, dos guias e dos orixás.

Você tem um anjo pessoal que fica mais do seu lado, te guiando mais intensamente, e o que não quer dizer que só mantenha uma única amizade astral. Poderá sim estabelecer diversas relações de proteção com diversas outras proteções.

Seu mentor principal poderá vir na falange de Oxóssi, assim como é o meu amigo, o Tióspedes, poderá sim manifestar-se como um índio, mesmo eu sabendo que ele não foi um índio.

O mesmo mentor poderá também manifestar-se na falange dos pretos-velhos. E poderá também atuar, trabalhar em outras mais. E acontece também das pessoas que possuem sim um anjo da guarda, e para cada falange que trabalha ter um amigo astral diferente para cada uma delas.

Prova disso foi uma revelação de uma amiga astral minha, que trabalha na falange dos pretos-velhos disse que meu pai na Umbanda é Oxóssi. Complementando esta informação passada foi uma psicografia que recebi do Tióspedes através de uma amiga que mora em São Paulo que começava o texto com “Querida filha” e termina assinando “Seu eterno amigo”.

Espero ter ajudado a compreensão dessas questões. Grande e saudoso abraço da Raquel Freire!

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  • 08 de novembro de 2014 em Barra do Piraí- RJ: Workshop Vivencial (gratuito) com a Parapsicóloga Raquel Freire “QUERER É PODER E VOCÊ PODE!” dia 08/11/14 de 16 ás 17: 30h Local: ACEBP – Associação Comercial Empresarial de Barra do Piraí: Rua Moraes Barbosa, 56 – Centro (ao lado da Casa do Telefone)- Barra do Piraí. Informações com Pedro: (24) 9.8824-9329(oi)/ 9.9298-0107(claro) ou Cristina (24) 9.9967-6709
  • 22 de novembro de 2014 em Volta Redonda- RJ: “Sessão de autógrafos do Livro Meu Amigo Astral” na Livraria Veredas em Volta Redonda. Dia 22 de novembro, sábado, ás 19 horas. Local: Livraria Veredas no Pontual Shopping Rua 14, 350 – 2o. piso – Vila Santa Cecília Volta Redonda – RJ.

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Face: Raquel Freire do Amaral

Twitter: @raquelfreire

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Assessoria Raquel Freire:

assessoriaparapsicologaraquelfreire@gmail.com

Pedro: (24) 9.8824-9329(oi)/ 9.9298-0107(claro)

COMO LIDAR COM O TRANSTORNO DE CONDUTA: NOVAS PERSPECTIVAS

 

 


Olá pessoal! este texto copiei do meu outro blog http://www.raquelfreirepsicologa.blogspot.com em detrimento do alto número de e-mails que recebo de mães e pais com dúvidas a respeito do Transtorno de Conduta, assunto esse que cada dia mais me atenho e estudo.

Neste meu escrito cito algumas possibilidades para o tratamento do Transtorno de Conduta e Transtorno Opositor.
Muitos dos meus artigos falam sobre esse tema, e estou compartilhando hoje esse assunto aqui para vocês nesse meu novo blog. Grande abraço a todos!
Raquel Freire

O Diagnóstico
 
O transtorno de conduta é uma espécie de personalidade antissocial na juventude. Como a personalidade não está completa, antes dos dezoito anos não se pode dar o diagnóstico de personalidade patológica para menores, mas a correspondência que existe entre a personalidade antissocial e o transtorno de conduta é muito próxima. Basicamente consiste numa série de comportamentos que perturbam quem está próximo, com atividades perigosas e até mesmo ilegais. Tais jovens e crianças não se importam com os sentimentos dos outros nem apresentam sofrimento psíquico por atos moralmente reprováveis. Assim o comportamento desses pacientes apresenta maior impacto nos outros do que nos próprios.
 
Certos comportamentos como mentir ou matar aula podem ocorrer em qualquer criança sem que isso signifique desvios do comportamento, contudo a partir de certos limites pode significar. Para se diferenciar o comportamento desviante do normal é necessário verificar a presença de outras características e comportamentos desviantes, a permanência deles ao longo do tempo. Além das circunstâncias em que o comportamento se dá as companhias, o ambiente familiar, os valores e exemplos que são transmitidos devem ser avaliados para o diagnóstico. 
 
Curso
 
Tem sido observada uma tendência a se tratar de um problema duradouro que inicia na infância podendo chegar à idade adulta. Como é um transtorno relativamente novo não se pode afirmar cientificamente que durará a vida toda. Por enquanto tem se verificado que quanto mais precoce o início, maior a gravidade e tendência a durar ao longo da vida. Os sintomas vão dos mais leves como mentiras, falta às aulas até os mais graves como agressões físicas ou abuso de drogas. O desinteresse escolar e o próprio comportamento desviante levam ao fracasso acadêmico, tornando o futuro dessas crianças ou adolescentes mais limitado. O encontro com outras pessoas com o mesmo perfil pode ocasionar na formação de gangues, o que significa um primeiro passo na direção de atividades ilegais em grupo. Nesse caso as companhias podem precipitar as atividades delinquentes.
 

O ambiente escolar tanto pode incentivar como inibir, dependendo de suas características. Constata-se que uma boa escola faz diferença para a educação e formação dos adolescentes e crianças. Igualmente o suporte familiar e o envolvimento afetivo. A identificação com uma pessoa de boa índole tanto pode atenuar o comportamento como precipitar e aprofundar um comportamento patológico quando o parceiro afetivo age nesse sentido.

 
Um ciclo vicioso entre gerações é observado no ambiente antissocial do transtorno de conduta. Filhos de pais antissociais tendem a ser antissociais que por sua vez tendem a educar filhos antissociais perpetuando o ciclo. Não há evidências suficientes para se afirmar que esse problema seja mais genético do que ambiental, ou o contrário. Os estudo mostram influência genética, mas isso apenas não é suficiente para fazer surgir o transtorno de conduta.
 
Fatores associados ao comportamento antissocial
 
Na juventude- Historicamente, foi com o estabelecimento de clínicas vinculadas ao juizado de menores que profissionais de saúde mental puderam observar o desenvolvimento do comportamento antissocial na infância e adolescência. Ao constatar-se a grande frequência de problemas familiares e sociais na história de vida dos delinquentes juvenis, formulou-se a hipótese de uma reação às adversidades encontradas tanto no ambiente familiar como na comunidade. 
 
O jovem experimenta um impulso de busca do objeto, de alguém que possa encarregar-se de cuidar dele, esperando poder confiar num ambiente estável, capaz de suportar a tensão resultante do comportamento impulsivo. O ambiente é repetidamente testado em sua capacidade para suportar a agressão, tolerar o incômodo, impedir a destruição, preservando o objeto que é procurado e encontrado.
 
Na infância- Ser do sexo masculino, receber cuidados maternos e paternos inadequados, viver em meio à discórdia conjugal, ser criado por pais agressivos e violentos, ter mãe com problemas de saúde mental, residir em áreas urbanas e ter nível socioeconômico baixo.
 
Alguns autores referem que a baixa renda associada ao comportamento antissocial da criança está relacionada à personalidade antissocial materna e à negligência por parte dos pais. De fato, pode-se supor que mães antissociais teriam maior dificuldade para atingir níveis de renda mais elevados, pois não se manteriam no emprego e teriam menor condição de manter um relacionamento estável com um marido ou companheiro que contribuísse com a renda familiar. Pais antissociais também são frequentemente irresponsáveis e negligentes com seus filhos, deixando de alimentá-los adequadamente ou levá-los ao médico quando doentes. Além disso, adolescentes vivendo na pobreza e pouco valorizados pelos pais podem buscar reconhecimento pessoal e ascensão econômica através de atividades delinquenciais grupais.
Quanto ao ambiente familiar agressivo e violento, não se pode deixar de mencionar a influência da violência doméstica e do abuso físico sobre o comportamento antissocial na infância.
 
Fatores genéticos e neurofisiológicos também podem estar envolvidos no desenvolvimento do comportamento antissocial. Estudiosos relatam que a taxa de criminalidade nos pais biológicos é maior que nos pais adotivos de indivíduos com antecedentes criminais. A influência genética é mais evidente nos casos acompanhados de hiperatividade e pode ser responsável pela maior vulnerabilidade do indivíduo aos eventos de vida e ao estresse.
 
 

Finalmente, há indícios de diferenças nos fatores de risco para o comportamento antissocial segundo o sexo do indivíduo. Em levantamento populacional realizado no Canadá, envolvendo 1.651 indivíduos com 16 a 24 anos, verificou-se que além da presença de comportamentos antissociais antes dos 15 anos, outros fatores foram considerados de risco para comportamento antissocial na adolescência e início da vida adulta. Para os homens, foi fator de risco o fato de ter convivido na infância com pais com problemas de saúde mental (depressão, mania, episódios psicóticos), enquanto para as mulheres, destacaram-se o abuso sexual na infância e o fato de ter sido criada por pais com comportamento antissocial ou abuso de álcool/drogas.


Comorbidade
 
As crianças e adolescentes com transtorno de conduta apresentam também mais do que outras pessoas na mesma faixa etária, incidência de transtornos mentais. O mais frequente é o déficit de atenção com hiperatividade, estando presente em aproximadamente 43% dos casos, os transtornos de ansiedade e obsessivo-compulsivos em 33% dos casos. O abuso de substâncias psicoativas também é mais elevado dentre os adolescentes com transtorno de conduta.
 
Tratamento
 

Os tratamentos citados na literatura não apresentam respostas satisfatórias, mas alguma melhora do comportamento é possível de ser obtida com uma intervenção em diferentes áreas. A psicoterapia individual usa de medicação para os sintomas mais proeminentes, psicoterapia familiar, orientação de pais, treinamento dos envolvidos no trato direto como os professores. Abordagens isoladas como psicoterapia individual dificilmente surtirão algum benefício. Atividades extracurriculares podem ter grandes benefícios como natação e musicalidade. O jogo de Xadrez pode ser muito bem desempenhado no caso de crianças/ adolescentes com transtorno de conduta, pois estimula a consciência do limite necessário para a convivência dentro da sociedade, além do raciocínio.

 




Reserva de diferencial teórico
 
Boa parte da literatura quando tratados sobre os transtornos de conduta e antissociais vem regados de declarações como falta de sentimentos, ou sentimentos hostis para o mundo externo. No diagnóstico de algum transtorno antissocial ou algum outro quadro acompanhado de alguns sintomas da não socialização ou socialização patológica (antissocial), nem sempre esses indivíduos mantém sentimentos e / ou atitudes hostis, eles podem sentir o contrário da hostilidade (que nem sempre o amor), mas algo que assemelha a sentimentos bons e fraternos. O universo de seus sentimentos é controverso e seu funcionamento é ambíguo. 
Temos como exemplo o caso de Elize Matsunaga envolvida na morte de seu marido Marcos Kitano Matsunaga no caso “Yoki”, acusada de matar seu marido. Elize mantinha sentimentos pela filha e preocupação com a mesma. 
 
Não estranhem que tais pessoas exclamem fortes sentimentos de amor, cumplicidade por algo ou alguém, eles podem ser verdadeiros, mas virem acompanhados também de atitudes contrárias ou deslocadas para alguma outra área específica. 
 
Um exemplo é de um empresário que dentro de uma empresa mostra ser um grande líder, autoritário e não ter piedade de ninguém, mas que em casa e em seu casamente demonstra ser atencioso e marido cúmplice.
O mais plausível em casos antissociais e em outros quadros de transtornos mentais é encarar o sujeito como sendo único, apesar de seu comprometimento psíquico, e sua subjetividade dentro de seu tratamento, entendendo que cada ser humano é único e merece respeito pela sociedade, além de ter o direito da responsabilidade do tratamento da sua própria cura. Outra atitude importante é analisar a situação como um todo, não descartando as diversas possibilidades e complexidades do ser humano (tal se faz a importância de uma análise em consultório). Não devemos esquecer que cada indivíduo é único tanto na dor quanto no amor.
 
Conclusão
 
Comportamentos antissociais são frequentemente observados no período da adolescência como sintomas isolados e transitórios. Porém, estes podem surgir precocemente na infância e persistir ao longo da vida, constituindo quadros psiquiátricos de difícil tratamento. Fatores individuais, familiares e sociais estão implicados no desenvolvimento e na persistência do comportamento antissocial, interagindo de forma complexa e ainda pouco esclarecida. Como o comportamento antissocial torna-se mais estável e menos modificável ao longo do tempo,30 crianças e adolescentes com transtorno da conduta precisam ser identificados o mais cedo possível para que tenham maior oportunidade de beneficiar-se de intervenções terapêuticas e ações preventivas. O tratamento mais efetivo envolve a combinação de diferentes condutas junto à criança/adolescente, à família e à escola. Quando não é possível o acesso a intervenções complementares, o profissional de saúde mental deve identificar a conduta terapêutica prioritária em cada caso específico.
 

Fontes que auxiliaram a pesquisa:
http://www.psicosite.com.br/tra/inf/conduta.htm
http://www.scielo.br/scielo.

Revisão: Jaqueline Cristina.

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